domingo, janeiro 21

"No próximo referendo é possível um ateu votar não (tal como um crente votar sim).

Vamos supor que o feto tem os mesmos direitos que um recém nascido. Não se segue imediatamente que deve haver uma lei que penaliza o aborto. Uma lei para ser lei para além de ser justa tem que respeitar outros critérios. Um dos critérios mais importantes é que não pode ser uma farsa. E para não ser uma farsa tem que ser aplicável.

O problema da actual lei é que ela é uma farsa por diversos motivos:

1. É desrespeitada pela generalidade da população que conta, isto é, se uma mulher precisar de fazer um aborto a sua última preocupação é a lei. A lei dificulta a logística, mas não é suficientemente eficaz para impedir o aborto.

2. Existe uma quase unanimidade de que a lei não deve ser cumprida. Nem sequer os defensores do NÃO têm coragem para afirmar que as mulheres que fazem abortos devem ir presas. Pelo contrário, os defensores do NÃO fazem questão de lembrar, seguindo uma estratégia estranha para os seus interesses, que a actual lei não é cumprida e ainda bem. Pois se é bom que a actual lei não seja cumprida, suponho que também seja bom que seja revogada.

3. Nem a sociedade acha os abortos graves ao ponto de colaborar na implementação da lei, nem o estado tem capacidade para vigiar o que se passa nos úteros das mulheres. A penalização do aborto é claramente uma ferramenta inadequada para proteger os fetos do aborto e por isso o facto de o feto ser uma pessoa não implica que deva ser protegida pela lei.


Na sociedade em que vivemos, parece-me melhor não nascer - nunca chegar a ser um ser consciente, que sente dor e sofrimento - do que nascer filho de uma mãe que não nos deseja: que nos teria abortado se o pudesse e que carregou o sofrimentos de nos ter durante 9 meses, e assim o continuará a fazer.

Acredito que para se ser mãe não basta conceber. É preciso amar o seu filho, é preciso ter a capacidade de lhe dar uma vida com alguma estabilidade, é preciso poder propiciar-lhe um futuro com esperança.

Uma mãe que, podendo abortar, não o faz, é uma boa candidata.
Uma mãe que porventura não abortou apenas porque era ilegal vai possivelmente arruinar a sua vida e a do filho.

Será que a lei funciona? Será que há menos abortos por ser ilegal abortar?
Actualmente penso que se tal for verdade, essas crianças não estão a ser protegidas: estão a nascer no mundo sem a garantia de uma mãe que as ame, com poucas condições para serem criados e serem pessoas estáveis, e equilibradas."

in www.ateismo.net

32 comentários:

Carlos disse...

Não consigo descobrir se existe uma relação entre o aborto (ou uma possível resposta no referendo) e o facto de sermos crentes ou não.

Sou crente e a minha opinião não é influenciada por isso.

Sem querer apontar directamente para a lei sobre o aborto, acho que a generalidade das leis são desrespeitadas, por diversas classes ou etnias e por um motivo válido ou não!

L u i s P e s t a n a disse...

Carlos, quando ele disse que "No próximo referendo é possível um ateu votar não (tal como um crente votar sim)" está a querer dizer exactamente isso, que a crença não tem relação (ou não deveria ter), pois se isso acontecesse a frase estaria ao contrario, porque a opinião da Religião Católica é bem conhecida e foi directamente referida pelo representanto máximo, o Papa, como

Aborto = Terrorismo

Carlos disse...

Pestana, obrigado por me explicares...

Se eu não tivesse percebido, de certeza que depois disto ficaria a perceber ;)

Para mim é óbvio que assim seja, e o que é óbvio não se precisa escrever (ou não seria necessário).
Tendo em conta o resto da opinião ainda se torna mais ridiculo iniciar com essa frase (Espero que isto seja a opinião na íntegra e não fora do contexto). Para mim podia ter dito isso ou então trocar crente por "partidário do CDS" e ateu por "partidário do PCP", e muitos outros casos! Era ridiculo das variadas formas. As opiniões das pessoas sensatas são individuais e o voto deveria ser individual...
Resumindo, claro que é possível! (em resposta à brilhante constatação inicial)

L u i s P e s t a n a disse...

Vai descansar... ;)

kota disse...

Colocando a hipótese do sim ganhar, como pensam que este governo vai resolver o problema dos financiamentos das IVGs?
Uma vez que o poder de compra está a diminuir não irão voltar os vãos de escada novamente?
Ou iremos todos nós pagar mais esta factura?
Já agora será correcto aceitar fazer um aborto a uma jovem menor pressionada pelos pais, quando ela não o queira?
E os médicos puderam ser objectores de consciência em relação ao aborto?
Cumpr.

Carlos disse...

Excelentes questões...

Podia estar aqui a dar a minha opinião sobre isso, mas seria sempre "futurologia"...
Mas acredito sinceramente que para o aborto ser legalizado, só pode ser sem custas para as mulheres que assim o decidam... (o que coloca a questão dos abortos em instituições públicas e privadas, o que me leva a pensar que possa existir um lobby do sector privado da saúde!)

E no entanto, penso sinceramente que os contribuintes não podem ser penalizados por uma questão que só se deve a falta de cuidado das pessoas! Existem métodos contraceptivos, pílula do dia seguinte, e consciência... (que podem falhar é certo, mas é muito improvável)
O caso de violações e deformações nos fetos é um assunto completamente diferente, não me interpretem mal!

As custas da legalização do aborto podem muito bem ser investidas em instituições que protegem as mães e os filhos...

É só a minha opinião, espero que respeitem... agora vou descansar/trabalhar ;)

L u i s P e s t a n a disse...

Kota,

uma mãe obrigar uma menor/filha a abortar, já existe agora, nada tem a ver com este referendo.
A diferenca é que antes a mãe (pois a filha faria segredo) só saberia mais tarde quando a gravidez ia adiantada (logo o tal assassinio que se fala por ai era mais grave) e seria em piores condições de segurança e saúde. Agora será em melhores condições, mais cedo e sem problemas de ilegalidades.

Carlos disse...

Quem garante que será em melhores condições e mais cedo?

E por falar nisso, quem garante que será
mais "barato" (em termos financeiros para a mãe/pai)?

É o estado que garante isso? Não me parece que garanta isso, e se o fizer será à custa de todos os contribuintes! Continuo a achar que passaria a ser um grande negócio para as instituições privadas...

Quando daqui a uns anos nem a reforma vai garantir parece-me ilusório que consiga dar condições em relação ao aborto e tantas outras coisas. Se a situação evoluir por este caminho... não garante certamente!

L u i s P e s t a n a disse...

Carlos,

claro que vai ser em melhores condições, ou tens uma ideia ingénua do sítio onde se anda a fazer abortos ilegais? Imaginas que seja num sitio melhor que um hospital?!

E claro que vai ser mais cedo...dai as 10 semanas decididas por médicos especialistas no assunto...não vai ser nada feito aos 3 meses...talvez ilegalmente ainda se faça, mas ao menos melhora-se o estado actual.

Não falei de dinheiro, porque esta matéria é importante demais para se ter isso em conta. Mas havendo dinheiro envolvido mais vale que o seja em hospitais, que em gente que não sabe o que faz e ainda por cima não paga impostos do dinheiro (muito imagino) que consegue. E depois somos nós, os contribuintes que sofremos com esse "chico-espertismo". Ou achas que o não passar facturas não nos prejudica? Se tens tanto interesse na questão dos contribuintes devias ter pensado nisso também.

Sobre o facto de achares que não se deve dar condições aos abortos por causa da tua reforma, acho egoísta e um pouco ingénuo, porque há questões mais fortes nessa matéria, tais como a Ota (quando se podia melhorar o que já temos pagando 100 vezes menos) e o TGV (para poupar 15min de Lisboa ao Porto por exemplo)

Carlos disse...

Pestana,

não ponhas palavras que não disse na minha boca! A questão da minha reforma (ou da tua) não está relacionada com isso!
És ingénuo se pensas que tudo vai ser feito a tempo e horas quando todo o tipo de operações não o são! Devias ir espreitar as listas de espera dos hospitais!

Quando falei em melhores condições quis dizer que se for caro (para a bolsa de alguns), as pessoas vão continuar a fazê-los nos "vãos de escada" e sem passar facturas! Vives onde?

Provavelmente sou ingénuo mas não sou egoísta! Não deturpes as minhas palavras que eu não o faço com as tuas...
Sei bem como posso tentar evitar ter um filho que não espero...
Tentar não é conseguir, mas tentar é melhor do que a outra possibilidade!

kota disse...

Boas,
de tudo o que eu já consegui entender, os chamados lobbys já estão instalados há muito tempo. Isto é referido pela ExmªDrª Maria J. Morgado que ao participar numa campanha pelo sim, veio dizer que existem clínicas em Portugal, onde são pagas altas quantias para serem feitos abortos, estando os donos destas clínicas a enriquecer ilicitamente. Eu pergunto se a Srª. conhece estes casos, já deve ter denunciado isto, vamos ficar à espera de resultados. O mito de ir a Espanha fazer um aborto devesse à inercia dos que por cá preferem não arriscar e esperar que tudo lhes venha parar às mãos de bandeja. Refiro-me ao facto das Leis serem idênticas, só que os "nuestros ermanos" batalharam para criar uma jurisprudência que lhes permitisse actuar, nós, vamos lá levar o dinheirito. Mas mesmo que o não ganhe, não há problema, eles vão avançar no negócio cá, estando já tudo preparado tudo.
Em relação à menor que é obrigada a abortar antes das 10 semanas (visto que outros casos ficam na mesma) este referendo não diz nada, mas ao mesmo tempo diz uma coisa importante, é que ninguém vai ser condenado. Este é para mim o ponto mais importante. Temos sítios onde não podemos fumar, onde não podemos utilizar telemóveis, máquinas fotográficas, etc., mas, abortos até ás 10 semanas podemos fazer. Quero com isto dizer que tudo vai ficar em aberto e não como é óbvio comparar as situações.
Cumpr.

L u i s P e s t a n a disse...

Carlos,

1 - Tu é que relacionaste a reforma com este tema, não fui eu, mas interpretei-o como estares preocupado com o facto de o dinheiro gasto com este tema, prejudique ainda mais a economia, mas lendo melhor, querias só dizer o contrário. Interpretei mal, não precisas de te enervar tanto, mas peço desculpa na mesma…e um beijinho posso?

2 – Este é um tipo de operação diferente, e em alguns casos basta comprimidos, como se faz na França onde já se actualizaram neste tema, que é o que se esta a tentar fazer no referendo;

3 – Claro que os preços não vão ser proibitivos ao ponto das pessoas irem fazer à “casa da Nandinha”;

4 – Vivo em Aveiro, nasci no Porto, mas vivi 13 anos em Espinho;

5 – Tentar evitar um filho vai toda a gente continuar, pois (mesmo com esta possibilidade nova a decidir no referendo) ninguém vai querer estar nessa posição, e não acredito que penses o contrario, ou seja, que com isto as pessoas vão deixar de se importar, e ir de mês em mês ao hospital fazer abortos;

6 – Espero que consigas sempre não ter um filho (não pretendido claro) porque pela posição que defendes, vais pôr a tua companheira em problemas se isso acontecer.

Abraço

Carlos disse...

Pestana,

1- Ao fazer referência às reformas não estou a relacionar directamente os dois temas! Sim, podes dar-me um beijinho... deve ser uma mania estúpida minha, mas quando me insultam e me chamam egoísta fico enervado.

2- Certo, os comprimidos bastam. Basta a pílula, bastam as pílulas do dia seguinte... Quando passam muitas semanas, acho que um comprimido não basta.

3- Não sabes quais vão ser os preços... Se vivesses no interior profundo e tivesses que fazer uma viagem de centenas de quilómetros para chegar a um hospital que o fizesse, e ainda por cima pagar bastante por isso (partindo do príncipio que não ficas à espera), talvez pensasses seriamente em fazê-lo na casa da Nandinha. O que acabei de dizer é só um exemplo, o que quero mesmo dizer é que as pessoas preferem o mais cómodo e o que dá "menos nas vistas". Se ninguém souber, tanto melhor! Infelizmente é assim.

4- Já sabia ;)

5- Algumas pessoas ainda se vão importar menos do que se importam, é nisto que acredito. Vão deixar sequer de reflectir e fazer um esforço para ter a criança. Vão deixar de existir os casos em que as mães se arrependem profundamente de sequer ter pensado nessa possibilidade. Por outro lado, com a legalização as que faziam continuam a fazer.

6- Também espero que sim. Mas a companheira não vai ter problemas nenhuns. Em última instância a decisão é da mulher, o homem só pode dar a opinião e acatar com a total responsabilidade pela criança se ela não o quiser...

Carlos disse...

Já agora,

1º concordo com o Kota...
2º Não quero discutir directamente contigo Pestana
3º A este referendo, com tudo o que não diz e não resolve, sou pelo não ao aborto. Com outras condições e legislação seria de pensar.
4- Beijinho de volta para ti Pestana

L u i s P e s t a n a disse...

Carlos,

1 – Conhecemo-nos à 8 anos e sempre te insultei, mas nunca te enervaste…acho que devem ser os ares da capital;

2 – Há comprimidos que se podem tomar mais tarde que as do dia seguinte;

3 – Não sei quais vão ser os preços tens razão, mas tu também não;)

4 – Então porque perguntaste? ;)

5 – Não concordo, não acho que se vá facilitar. Ser mãe não é só procriar, é querer o filho, ter condições para o ter e amá-lo muito antes de ele nascer;

6 – A companheira não vai ter problemas porque se meteu contigo, mas nem todas teem essa sorte. Como as coisas estão a decisão é da mulher claro, mas ambos teem a responsabilidade, mas quem vai para prisão? Pois…

Abraço

kota disse...

Luis,
não acha que a prisão é uma falsa questão, as prisões efectuadas até agora foram em casos que ultrapassavam as 10 semanas. Ou seja, mesmo que ganhe o sim vamos continuar na mesma. Note bem que eu não defendo a prisão para as mulheres, defendo sim mais formação, mais educação, mais responsabilização, que são coisas que caso ganhe o sim podem cair ainda mais. Já agora uma outra questão, se é um assunto da exclusiva responsabilidade da mulher faz pouco sentido que o homem seja chamado a opinar.
Cumpr.

L u i s P e s t a n a disse...

Kota,

os casos de prisões que foram mesmo efectuadas, realmente foram so para casos "após 10 semanas", mas não imagina a quantidade de mulheres que teve de ir a tribunal responder, e embora não tenham sido realmente condenadas, sempre vão ter esssa mancha.

Eu sempre repeti que a responsabilidade é de ambos (dai não gostar que só elas tenham problemas).

Cumpr.

Pedro do Mar disse...

O que está aqui em causa é se se altera ou não uma lei que determina que quem aborta deve ir para a prisão. Ponto final.

A lei actual diz isso e acho no mínimo ridículo que se diga que não há necessidade de mudar a lei porque ela não está a ser cumprida. Sim, por incrível que pareça, este argumento é usado por pessoas responsáveis por legislar: os deputados. (e também já foi implicitamente usado nesta discussão até agora 'a três')

Mesmo que a mulher não vá para a prisão, a verdade é que, com a lei actual, a pessoa que aborta irá no mínimo a julgamento (que não é assim tão pouco!). É verdade que continuará a haver punição para quem abortar passadas as 10 semanas, mas fica salvaguardado o seu direito de o fazer em segurança até essa altura.

E já agora, em relação aos argumentos baseados em gastos... enfim... sem comentários... então aquele dos abortos "à custa de todos os contribuintes"... como se um tema destes pudesse ser discutido olhando a dinheiro...

Já muito se disse nos 17 comments anteriores, mas tenho de expressar duas opiniões:
1-Carlos, tenho-te como uma pessoa muito inteligente e os teus argumentos aqui não vão mudar muito a minha opinião a esse respeito;
2-Pestana, há muito tempo que não te via tão cheio de razão e a argumentar tão bem, tanto é que até podia fazer um comment composto pelas tuas melhores frases nesta discussão.

kota disse...

"O que está aqui em causa é se se altera ou não uma lei que determina que quem aborta deve ir para a prisão. Ponto final."
Permita só uma pequena correcção, do meu ponto de vista, a Lei vai continuar a poder enviar mulheres para a prisão independentemente do resultado.

""à custa de todos os contribuintes"... como se um tema destes pudesse ser discutido olhando a dinheiro... "
Em relação a isto, todos os temas hoje são discutidos olhando a dinheiro, e não sou eu que o faço, o Ministro da Saúde já veio a público contabilizar os custos, com base em números de abortos anuais que para mim continuam a ser pura especulação (para mais ou para menos). Nós todos estamos a valorizar muito mais o dinheiro do que os valores humanos, sendo a falta deste (dinheiro), utilizado por apoiantes do sim para justificar o aborto. Estarei errado?
Cumpr.

Anónimo disse...

Vai como comment, tava para ir como post....
A liberdade de opinião e de expressão foi um direito conquistado há já alguns anos pelos Portugueses. Custa-me que nos dias de hoje ainda seja dificil para algumas pessoas aceitar e lidar com o que esta liberdade imlpica. À liberdade de opinião poderiamos hoje lutar pela compreensão de que existem opiniões diferentes. Penso que para se chegar a algum resultado concreto e correcto tem que haver uma partilha de opiniões também ela correcta. O insulto fácil nunca foi o caminho....pelo menos para mim. Quando se tem um blog e se aceita que as pessoas ai expressem as suas opinioes, estamos a aceitar que possam existir opinioes diferentes e não a ver quem tem a MELHOR ideia sobre um assunto.
E só escrevo isto porque vi que não era a primeira vez.
Não considerem isto uma critica mas apenas uma desilusão com a forma como aqui se tem "debatido" as opiniões.
Isto tudo para dizer que tou apaixonado por uma musica da Mariza "A chuva molhava-me o rosto ."
Hão-de ouvi-la numa viagem à noite, a chover, de carro....
Linda....
(Nem vou entrar pelo jogo Amalia x Marisa).
De qualquer forma também posso dizer que se o Carlos fosse um clube de futebol e eu um simples adepto, o hino perfeito seria "You'll never walk alone!"
Também é uma musica gira.
Peço desculpa por desviar o tópico, mas realmente acho um bocado triste a maneira como falamos uns com os outros,deve ser dos ares do Minho.....
Um grande abraço.

Carlos disse...

Para começar, e acabar logo depois a minha participação nesta discussão queria dizer que acho que o Nuno tem toda a razão e peço desculpa pela parte que me toca...

Apesar de tudo gostaria de fazer aqui uma constatação triste mas que não tenho dúvida que é real...
Se alguém pensa que este assunto não está relacionado com o dinheiro, lamento.
Está relacionado com todas as pessoas carenciadas que não têm dinheiro para ir a Espanha fazer os abortos e está relacionado com todos os interesses dos ricos/poderosos que pretendem ganhar mais dinheiro à custa dessas pessoas carenciadas...

Qualquer que seja a opinião de cada um, nunca poria em questão a solidariedade e valores das pessoas que participaram.

L u i s P e s t a n a disse...

Acho que o Nuno não tem razão. Acho que criou uma "tempestade num copo de agua", pois ninguem saiu ferido desta discussao, o problema é ser um tema sensivel.

Mas como em tudo, acaba com uma bejeca numa tasca qualquer;)

Anónimo disse...

O que eu disse não tem absolutamente nada a ver com o tema em si.
Pensei que estava bem explicito, mas pelos vistos não.
Mas cada um entende como lhe convêm.

L u i s P e s t a n a disse...

O que era conveniente era seres mais explicito

L u i s P e s t a n a disse...

Alem do facto de dizeres, que interpreto as coisas como me convem, tratar-se de um "insulto fácil" que tanto criticas...

Carlos disse...

Agora mandamos todos uma caralhada, colocamos um post com uma gaja para intermediar assuntos sérios e vamos todos contentes para casa...

Aproveito para agradecer a participação do Kota, que continue a ler e participar no nosso blog, porque temos muitas mais merdas piores para dizer!

Anónimo disse...

acho que não. Um insulto fácil seria chamar-te um rato do esgoto ou dizer que as tuas opiniões são uma merda.
Só escrevi isto porque acho que opiniõs diferentes nestes comentários são encarados ou como criticas ou como estupidez.
Mas não vale a pena estar a discutir isto, porque estás a encarar isto como uma critica quando era apenas um aviso/chamada de atenção.

L u i s P e s t a n a disse...

Os comentários aqui realizados nunca foram desrespeitados, pelo menos por mim, mas não sou pai de ninguém.

Se querias dar só uma “chamada de atenção” ficou dada, mas não te esqueças que quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras, gosto de ti, mas não me faças passar por parvo…

<<“E se a partir de este momento só escrevessemos posts que estivessem noutros blogs. Era giro....
Sim... eu sei que assim só o Pestana escrevia... mas também os assuntos por ele discutidos não são de grande interesse.
E reparem como frisei o ele, já que a maior parte dos seus posts não é ele que os escreve.
Assim venho por este meio propor um referendo.
Não ao aborto, mas à idiotice do Pestana.
A pergunta é:
"Será que o acto de arremessar pedras e metais pontiagudos ao Pestana e obrigá-lo a inserir objectos, como por exemplo extintores e semáforos, pelo anûs deverá ser considerada uma atitude a bem da sociedade? Ou deveremos nós deixar de efectuar algo que nos dá tanto prazer e nos faz rir durante tanto tempo apenas porque há certas e determinadas pessoas, como os ceguinhos, que não podem usufruir deste espectáculo????">>
Post de Nuno em 8/11/06

Insulto fácil? Respeito pelo que outros escrevem? Respeito pelas pessoas no geral?

No comments…

kota disse...

Desculpem qualquer coisinha, mas mais referendos só mesmo o do IVV.

Anónimo disse...

Mais uma vez acho que não mereces a minha resposta. E agora a sério....não mereces mesmo!!!
Na altura em que escrevi isso , fi-lo como brincadeira e depois pedi-te desculpa se te ofendi.
Acho que te esqueceste de colocar o post seguinte a esse e o post que entretanto modificaste.
Não te faço de parvo, mas acho que a distância às vezes torna algo que se diz na brincadeira em insultos.
Era a isso que me referia neste comentário, a mais nada. Na altura deixei de escrever aqui precisamente por isso, porque achei que um post meu (que o escrevi na brincadeira), levou a uma série de insultos (que eu não tomei como brincadeira), e até a alteração do post opr se calhar o considerares agressivo(não sei...).
Peço-te desculpa pelo que escrevi, mas o que aconteceu foi que eu parei de falar para evitar mal entendidos.... e pelos vistos é melhor continuar.
Bom blog....fui pra tasca.
Peço desculpa a quem não tem nada a ver com isto e aos outros intervenientes no blog.

L u i s P e s t a n a disse...

Não me lembro de teres pedido desculpa na altura, e até fui verificar no arquivo não tendo encontrado nada.
Modifiquei o post seguinte que escrevi como resposta, pois achei que estava demasiadamente agressivo, o que acontece muitas vezes na minha escrita, o que não quer dizer que seja na minha cabeça...diga-mos que não sou muito subtil nas palavras. Peço desculpa por isso.

Acho que a distancia que tu colocas como brincadeira ou insulto é variável, ou seja, para ti aumenta a linha da brincadeira, para os outros diminui, e vice-versa...Por exemplo, o tal post que tu escreveste "como brincadeira" é incomparavelmente mais agressivo do que os tais "insultos" (interpretado por ti assim) que pelos vistos "não tomaste como brincadeira"...assim é complicado compreendes?

Fica bem. Temos um passado juntos não o vamos desperdiçar.

Abraço

P.S.: Peço desculpa a quem não tem nada a ver com isto e aos outros intervenientes no blog.

Anónimo disse...

Um abraço