meia hora dá para muita coisa..
Se numas eleições legislativas eu votasse num partido, ajudando a eleger determinados deputados, sabendo de antemão que depois eles nem iriam sequer tomar posse, só me poderia queixar da minha própria falta de tino. É o caso dos madeirenses que nas últimas legislativas elegeram como deputado pelo PSD o Alberto João Jardim, sabendo perfeitamente que ele nunca trocaria o cargo que tem pelo de deputado na Assembleia da República.
Mas como será que eu me sentiria se, em vez disso, com o meu voto ajudasse a eleger um indivíduo que depois renunciaria ao cargo meia hora depois de tomar posse.
Será que eu não ficaria a pensar que o tal senhor havia sido cabeça de lista apenas para conferir a essa mesma lista mais "nome", mais "peso", e não para me ir representar?!
Pois, se calhar não...
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405279&idCanal=12
4 comentários:
Há alguém de Braga que comente?
Olha... "há eu"!
Opinião pessoal...
Votei em Braga nestas últimas duas eleições. Em nenhuma delas me lembro de ver no boletim de voto qualquer nome associado.
Ou seja, tenho sempre duas hipóteses: ou conheço todos os elementos das listas que concorrem, ou conheço as ideias que partilham. É óbvio que voto principalmente nas pessoas. Outros preferem votar nos partidos. Como os partidos, na sua generalidade, são pouco coerentes nas ideias ao longo do tempo, a tarefa é tramada.
Pessoalmente, fico bastante desgostoso quando pessoas como a Elisa Ferreira ou o Santana Lopes rejeitam ou colocam em dúvida participar como deputados nas respectivas autarquias.
Não irei dizer em quem votei nas diversas votações por simples razões: não interessa para este assunto e por outro lado a maior parte não sabe a realidade sobre a cidade de Braga.
De Braga só conheço do que leio:
“Braga é fantástico. Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de Braga está em primeiro lugar.
Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de Braga.
Toda a gente tem medo - e com razão - do Sporting de Braga. Há a mania de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias.
O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas. É por ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.
A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar.
A primeira impressão foi a modernidade de Braga - pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.
Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.
Lisboa e Porto digladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra - que é outra cidade feliz de Portugal - também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.
Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra "Augusta". Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é "augusta" como a Avenida da Liberdade é da "liberdade" e a Avenida dos Aliados é dos "aliados", mas Braga é augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.
Em Braga, a questão de se "comer bem" ou "comer mal" não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos bons restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.
No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.
É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente.
É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.
Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser.”
Imagina lá a opinião desta pessoa se não tivéssemos o mesmo mau presidente há mais de 30 anos!
Até eu fiquei a pensar se não podíamos ser a cidade mais importante aqui pelas redondezas...
Braga tem o potencial e tem as pessoas. Braga cresceu mas não evoluiu...
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