terça-feira, março 9

Vai tocar a todos menos ao polaco


Malta,

isto não está fácil, parece que os impostos vão subir, vamos ser mais "taxados", o nosso poder de compra vai diminuir... O resultado é: menos jantaradas, menos borga e mais "apertar do cinto". É alarmante para vocês, seus foliões, que vivem disso e as vossas barrigas crescem a olho nu.

Felizmente, eu vou continuar com o nível de vida a que me habituei. Apesar de ver a minha contribuição aumentar para 45%, sou apenas uma das cerca de 5 mil pessoas a quem isto vai acontecer, uma minoria portanto. À primeira vista parece duro, afinal é quase metade do meu rendimento, mas vou continuar a ser "podre de rico" e sempre posso contratar alguém para me ajudar na fuga aos impostos. Os meus +150 mil euros anuais declarados garantem-me isso.

Nota: A "velha" disse há muitos meses atrás (embora já em plena crise internacional) que não seria sensato construir o TGV nas condições em que se encontrava a economia nacional. Foi apelidada de anti-patriótica, pessimista, desactualizada...
Ou ela passou a ser visionária ou alguém nos mentiu... again.

9 comentários:

Unknown disse...

Carlos, nao sabia que tinham legalizado a tua actividade em Portugal!!

E parabens pelo post, está mais uma vez, excelente :)

Carlos disse...

:D

Sabes o que te digo, bem estás tu!

Arranja-se aí um bom 'tacho' para mim?
É que por cá, apesar de oferta de 'tachos' ser elevada, a procura ainda é maior... e anda tudo esgotado. Principalmente para as funções que pagam bem e se faz pouco ou nada ;)

Abraço

L u i s P e s t a n a disse...

"É porque ninguém gosta de trabalhar que o mundo progride"

Millôr Fernandes

Carlos disse...

É verdade Pestana.

O mundo progride porque ninguém gosta de trabalhar, mas também progride porque as pessoas trabalham... E com tachos não se trabalha, as pessoas continuam a nao gostar de o fazer e o país (em oposição ao mundo) não progride :)

L u i s P e s t a n a disse...

Não sou eu que procuro "funções que pagam bem e se faz pouco ou nada":)

Vamos é ver o glorioso!

Carlos disse...

Isso era se fosse para o estrangeiro!

Aqui trabalho que me esfolo ;)

Unknown disse...

Carlos,

Penso que a grande diferenca entre o pais e o estrangeiro é, pela minha experiencia, que por aqui o meu trabalho é reconhecido. Quando faco algo bem, quando trabalho mais que o que está estipulado, ninguem me diz que me ando a esticar , mas reconhecem isso.

Claro que isto parte de uma atitude pessoal e positiva perante as pessoas. Sempre que posso, dou a possibilidade a alguem de fazer um bom trabalho e por isso ganho aos poucos o respeito dessa pessoa e no futuro, com todas as pequenas contribuicoes que dei, estas viram-se tambem para mim, dando-me a possibilidade de fazer um trabalho ainda melhor.

Mas isto claro, é apenas uma atitude pessoal que acredito ser a forma de mudar o que referes no teu post.

L u i s P e s t a n a disse...

Foi preciso ires para o estrangeiro para começar a escrever tão bem português?

Carlos disse...

LOL

O que escrevi foram só piadas.

Também concordo que a atitude pessoal é que faz a diferença. E sinceramente não vejo diferenças substanciais no que diz respeito a qualidade e empenho no trabalho de Portugal para o estrangeiro. Mas é um facto que as mentalidades são diferentes (de país para país), e isso tem reflexo nas empresas de qualquer sociedade.

O reconhecimento de que falas pode-se ver em vários sitios. Em Portugal ou no estrangeiro, em empresas de capital português ou estrangeiro. E depois há o Estado...

Não critico o meu país, critico certas pessoas e a sua cultura dos 'boys' como está em voga outra vez :D